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A fé protestante do mundo moderno.

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 Nós, por graça de Deus, vivemos em um país de maioria cristã - ou assim se denomina -, e sendo assim, é comum vermos o nome de Deus na boca de qualquer pessoa que seja. Por exemplo; no meu trabalho (que é em um supermercado), é comum ao empacotar a compra de algum cliente, escutar como despedida deste, um lindo: "Deus o abençoe"!  Mas também, como que em um contraste, vemos - ou pelo menos eu vejo - que a fé da maioria das pessoas com quem convivemos não condiz com a fé católica.  Estas mesmas pessoas de quem ouvimos o "Deus o abençoe", são aquelas pessoas que geralmente - não generalizando -  ao mesmo tempo que creem que Deus existe, não o querem amar de volta.  Deixe-me explicar.  O que é amar a Deus? Amar a Deus é equivalente a ser santo. E ser santo é equivalente a atos que me levem a amar a Deus de volta concretamente, e é isso que essas pessoas não entendem.  Estas mesmas, se perguntadas se creem em Deus, dizem com ar de superioridade: "Eu...

Sem mim, nada podeis fazer

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  O mundo tem pregado para nós, principalmente os para os jovens que o amor próprio deve estar sempre acima do amor a Deus, pois esse é o único caminho para sermos totalmente felizes. Mas para não cairmos nesta grande ilusão o Catecismo nos averte e nos ensina que o Senhor tem um designo de amor e felicidade para cada um de nós " Deus infinitamente bem-aventurado e perfeito em si mesmo, num designo de pura bondade, criou livremente o homem para se tornar participante da sua vida bem-aventurada" . Ou seja, o Senhor nos criou para uma vida de eterna felicidade, para alcançarmos esse vida é preciso estarmos unidos a ele como um ramo é ligado a uma videira " Eu sou a videira, e vós os ramos".   Existem no mundo duas mentiras que se tornar muitas vezes um empecilho para alcançarmos esse caminho de felicidade eterna. Quais são elas?   A primeira vem para nos afastar da prática de toda e qualquer virtude, o demônio tenta nos fazer acreditar que crer e servir a...

Jesus e o "jumentinho"

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 Este artigo será um pouco diferente daqueles que frequentemente faço. Geralmente meus artigos são mais formativos, fazendo assim com que eu desapareça e apareça a Doutrina da Igreja, a voz do Magistério e a Sabedoria dos santos que viveram antes de nós; mas hoje quero partilhar uma coisa que acabou de acontecer comigo, pois creio que talvez alguém possa estar passando pela mesma situação que eu e precise dessa resposta que eu recebi; "vos transmito aquilo que eu mesmo recebi..." (1cor, 11,23).  Eu moro em um bairro um pouco longe do centro, são mais ou menos 4 ou 3 bairros do centro da cidade, cerca de 40 minutos (quando o onibus para bastante nos pontos) do centro da cidade, e ultimamente estou sendo acompanhado pelo sacerdote de lá. A uns 7 meses mais ou menos sofro de Escrúpulo, que é uma doença espiritual que nos faz sempre duvidar do estado de graça, nos faz ver pecados onde não existem e nos cansa a alma; pois quem sofre desse mal geralmente costuma lutar com fant...

A experiência da Esperança.

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 Estamos vivendo no século das "evoluções", das "inovações", dos "progressos" científicos e tecnológicos; e isso não é uma mera consequência do tempo, mas é característico do ser humano: somos sedentos por perfeição.  Mas ainda hoje, com tantos "progresso", há uma experiência da qual nenhum de nós podemos fugir - por mais santos que sejamos: a experiência das nossas fraquezas,  e essa experiência é mais bem vista por nós que nos dedicamos no seguimento de Jesus.  São Paulo Apostolo, muito antes de cada um de nós, já fazia essa experiência; e diante dela, ele nos relata como se sentia: " Eu sei que em mim, isto é, na minha carne (que no mundo Bíblico significa as Paixões desordenadas e não o nosso corpo em si), não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que faço, mas sim o pecado que em mim habita. ...

Dica de leitura do mês: A ação do Espírito Santo na alma

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 No primeiro dia desse mês de Novembro, a Igreja celebra (aqui no Brasil essa festa foi celebrada dia 04/11) o dia de todos os santos. Essa festa foi instituída no Calendário Romano pelo Papa Bonifácio IV e foi mudado de data pelo Papa Gregório III (731 - 741), por ocasião da dedicação que este fez a todos os santos, colocando sobre a tutela deles uma capela em Roma.¹  A liturgia do dia nos deu um caminho antigo mas sempre novo, caminho esse que os Evangelistas chamarão de "o sermão das Bem-Aventuranças". Nestes dia também relembramos a declaração máxima do Concílio Vaticano II através da Encíclica Lumen Gentium :  "todos os cristãos, seja qual for sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor, cada um no seu caminho, à perfeição da santidade pela qual é perfeito o próprio Pai" ².  Sabendo que somos chamados por Deus para sermos santos, pode surgir-nos essa pergunta: " Mas o que devemos fazer para sermos santos?"  Os santos são aqueles que vivem de...

A seriedade dessa vida

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 Assistindo a mais recente aula ao vivo do Padre Paulo Ricardo, me deparei com o olhar desse sacerdote e com uma frase que a muito eu não refletia: " ... depois da morte já não há decisões para se tomar. As decisões são tomadas NESSA VIDA , depois dela não mais mais o que se decidir, só há as consequências das nossas decisões em vida".  O homem moderno, cercado que esta de confortos, já não pensa naquele Conforto (maiúsculo) daquela morada que Nosso Senhor foi preparar para nós no seu Reino (Jo 14,2). Corremos atrás sempre de melhorias para nossa vida: estudamos dia e noite para passarmos em uma universidade, e quando passamos, estudamos mais ainda por 4 ou 5 anos para nos formarmos e conseguirmos um trabalho melhor; e nele nos desagastamos a vida inteira até que nos aposentamos. Já aposentados, muitas vezes já não temos muitas forças para gozar daquilo que a vida inteira buscamos, e morremos assim, buscando uma miragem, uma pseudo-felicidade que nunca nos preenche verdade...

O caminho da santidade

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 Esse artigo nasce do atual momento da minha vida espiritual. Tenho mais ou menos 5 anos de caminhada com Deus na sua Igreja, e dos 5 anos, pelo menos 2 deles eu tenho me dedicado ao estudo e ao apostolado.  No início desses 2 anos eu me dediquei aquilo que mais amo nesse mundo: a vida de oração. Desde que conheci Jesus, não me lembro de um só dia que fiquei sem fazer oração; mesmo nos dias de tristezas e angustias, de aridezes e securas, ali estava eu aos pés do Senhor tal qual Maria de Betânia (Lc 10,42). Por esse meu amor pelo trato com o Senhor, comecei a ler livros espirituais de santos e autores renomados e fui aprendendo como se dá a santificação no nosso caminho interior (especialmente pela leitura do livro "Caminho de Perfeição" de Santa Teresa D'Ávila).  Vejo hoje que as leituras que fiz lá atrás me prepararam para isso que estou vivendo hoje na minha relação com Deus. Lembro-me com especial carinho do "Caminho de Perfeição" de Santa Teresa e de um...